Garota suburbana, anônima, com pensamentos imorais de estrelas, flores e magia.
Mora dentro de uma parede que separa um quarto, infinito de desordem, de uma sala, muitas vezes, vazia.
Tem noites que dorme de dia, pra não sentir o frio da multidão.
Tem noites que dorme de dia, pra esquecer as cinzas e os vidros pelo chão.
Tem dias que não acorda, e vai ao longe com seus sonhos de fumaça,
Tem dias que sopra tudo, mas se esconde, antes que a nuvem se desfaça.
Às vezes procura o perfume escondido no fundo de uma rosa murcha,
Outras vezes constrói castelos de areia, onde não moram nem príncipes, nem fadas e nem bruxas.
Tenta por os pés no chão, mas tem medo de não conseguir pisar.
Afasta-se e às vezes chora, mas não deixa de tentar.
Pensa que tem asas. E tem! No seu coração.
Voa, prende, sente, mora, e vai embora, porque ela também é a solidão.
Em sua fortaleza de vidro, se esconde dos demais.
Morre por dentro, mas vive por fora.
E ninguém sabe o que ela pensa, sente e, às vezes, faz.
Sente no corpo a dor da alma,
E esse é seu segredo guardado.
Disfarça, se esconde, mas não vai embora.
Pois não espera que a vida leve o seu pedaço.
No seu corpo não lhe cabe tudo o que sente
Por isso transborda pelos poros, seus desejos e sua fome de gente.
Depois de vinte e três anos, se olha no espelho e se reconhece.
Não sente falta da garota que um dia foi, mas também não a esquece.
Pois o futuro que esta chegando agora, não foi ela que planejou.
Mas, mesmo não sabendo o que quer, sabe o que não quer.
E colhe só o que plantou.
Tem dentro de si, muitas coisas guardadas.
Coisas boas e ruins,
Secas, quentes, frias e molhadas.
Muda a musica, e gira a roda, troca de roupa e seu rosto se molda
E morre de sede toda madrugada.
Transfigura seus desejos vadios,
E se complica, e se entender, e suspira e sente arrepios.
Prefere vinho, por que é vermelho sangue,
Prefere seco, amargo e gelado.
Solta fumaça, e come e descome.
Experimenta e gosta do não planejado.
Sempre que vive, vive demais.
Mas às vezes desvive, quando a noite se vai.
Mora dentro de uma parede que separa um quarto, infinito de desordem, de uma sala, muitas vezes, vazia.
Tem noites que dorme de dia, pra não sentir o frio da multidão.
Tem noites que dorme de dia, pra esquecer as cinzas e os vidros pelo chão.
Tem dias que não acorda, e vai ao longe com seus sonhos de fumaça,
Tem dias que sopra tudo, mas se esconde, antes que a nuvem se desfaça.
Às vezes procura o perfume escondido no fundo de uma rosa murcha,
Outras vezes constrói castelos de areia, onde não moram nem príncipes, nem fadas e nem bruxas.
Tenta por os pés no chão, mas tem medo de não conseguir pisar.
Afasta-se e às vezes chora, mas não deixa de tentar.
Pensa que tem asas. E tem! No seu coração.
Voa, prende, sente, mora, e vai embora, porque ela também é a solidão.
Em sua fortaleza de vidro, se esconde dos demais.
Morre por dentro, mas vive por fora.
E ninguém sabe o que ela pensa, sente e, às vezes, faz.
Sente no corpo a dor da alma,
E esse é seu segredo guardado.
Disfarça, se esconde, mas não vai embora.
Pois não espera que a vida leve o seu pedaço.
No seu corpo não lhe cabe tudo o que sente
Por isso transborda pelos poros, seus desejos e sua fome de gente.
Depois de vinte e três anos, se olha no espelho e se reconhece.
Não sente falta da garota que um dia foi, mas também não a esquece.
Pois o futuro que esta chegando agora, não foi ela que planejou.Mas, mesmo não sabendo o que quer, sabe o que não quer.
E colhe só o que plantou.
Tem dentro de si, muitas coisas guardadas.
Coisas boas e ruins,
Secas, quentes, frias e molhadas.
Muda a musica, e gira a roda, troca de roupa e seu rosto se molda
E morre de sede toda madrugada.
Transfigura seus desejos vadios,
E se complica, e se entender, e suspira e sente arrepios.
Prefere vinho, por que é vermelho sangue,
Prefere seco, amargo e gelado.
Solta fumaça, e come e descome.
Experimenta e gosta do não planejado.
Sempre que vive, vive demais.
Mas às vezes desvive, quando a noite se vai.
tão vc...tão eu...tudo confuso
ResponderExcluir"Voa, prende, sente, mora, e vai embora, porque ela também é a solidão.
Em sua fortaleza de vidro, se esconde dos demais.
Morre por dentro, mas vive por fora.
E ninguém sabe o que ela pensa, sente e, às vezes, faz.
Sente no corpo a dor da alma,
E esse é seu segredo guardado."
destaques para essas palavras...que dizem um pouco da imensidão que existe dentro das nossas almas