sábado, 9 de janeiro de 2010

Olhando o mar

Talvez não tenha explicação, mas quando eu apareço de manhã na tua janela é pra te ver acordar, pra te ver abrir os olhos depois de um sonho bom. Isso também satisfaz minha alma.
Não precisa explicar. Eu sei. A sua companhia também me faz bem, suas palavras... seu toque... seu carinho... sua atenção...
O meu espírito ama com a pureza de uma fonte no alto de uma serra.
Quando a navalha cortou meu pulso e encharcou tua roupa com meu sangue que brotava de dentro pra fora, te impulsionou para o lado de lá, o lado escuro, onde eu não podia mais te olhar. Essa ocasião me deixou imóvel. E de repente não era mais dia.
Quando o mar uniu nossas almas, parecia estar tudo em paz. Mas me enganei.


Por que o espírito não pode amar sozinho?
Sinto-me culpada por ter construído um castelo de areia onde eu não vou morar.
Só fiz isso por que eu queria me sentir criança de novo, viver a sensação de construir um castelo sem reino, sem príncipe e sem princesa, uma edificação simples, mas grandiosa, sem pedras, sem suor. Só com areia e água e sustentado por uma amizade inocente, porém, mais forte que aquela onda. Será ilusão?

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O Abraço Amoroso entre o Universo, a Terra (México), Eu, o Diego e o Señor Xólotl

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Cidade da Luz, Ceara, Brazil
Pela brecha, eu vejo as cores vivas que circulam em linha reta pelo mundo a fora. Sinto que não sou de lá. Mas, mesmo assim, eu me comprimo e saio. Vou através da brecha, me ornamentando de cores e brilhos para não ser vista. Não quero ser vista! Mas, mesmo assim, simulo, me dilato e vou até lá.