sábado, 10 de abril de 2010

Tempestade



Sou um barquinho de papel
Navegando na raiva que sinto
Perdido, jogado ao léu
Sozinho em meio ao infinito

Fazendo a própria tempestade
Clamando por calmaria
Temendo a própria vontade
Ancorado na ventura do que foi um dia.

Esperando sem presente
Por um futuro improvável
Pensando louco, demente
Evitando o inevitável

Para de pensar agora
E vive o que tu tens
Se tua alma te devora
Não chora que não te convém

Sente o cheiro salgado do mar
Como as lágrimas que expele em soluços
Afoga essa ansiedade que quer te matar
Joga fora a bussola e inventa teu curso.

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Cidade da Luz, Ceara, Brazil
Pela brecha, eu vejo as cores vivas que circulam em linha reta pelo mundo a fora. Sinto que não sou de lá. Mas, mesmo assim, eu me comprimo e saio. Vou através da brecha, me ornamentando de cores e brilhos para não ser vista. Não quero ser vista! Mas, mesmo assim, simulo, me dilato e vou até lá.