quarta-feira, 21 de abril de 2010

Quanto vazio cabe em teu olhar
Quanta ausência cabe nesse teu modo de querer
Quanta indiferença, quantas lagrimas pra chorar
Quanto se quis e não se pôde ter.

Queria poder não querer nada de ti
Mas eu quero
Queria, então, poder exigir
Mas como não posso. Espero.

Espero a escutar meu medo.
Que grita aos meus ouvidos palavras mórbidas
Que traz à tona as desilusões do passado.
Que me deixa girando em um vácuo, sem orbita.

Hoje, vou ficar somente aqui
Com minha solidão
Esperando, inutilmente, o seu Sim
E morrendo por pensar em Não

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Cidade da Luz, Ceara, Brazil
Pela brecha, eu vejo as cores vivas que circulam em linha reta pelo mundo a fora. Sinto que não sou de lá. Mas, mesmo assim, eu me comprimo e saio. Vou através da brecha, me ornamentando de cores e brilhos para não ser vista. Não quero ser vista! Mas, mesmo assim, simulo, me dilato e vou até lá.