domingo, 25 de outubro de 2009

Devolvam-me a minha dor!

Meu coração, bate sem saber
Que meu peito é uma porta que ninguém vai atender.
(...) E to das as pessoas que falam pra
me consolar

Parece um bocado de boca se abrindo e fechando
Sem ninguém pra dublar
(Meu Coração, Arnaldo Antunes)


Quem roubou a minha dor? Devolva-me, por favor.
Pois saiba que ela era tudo que eu tinha.
Sem ela eu me sinto inerte.
Não penso, não durmo, não escrevo, não choro.
E eu não posso viver assim.
Sem ela eu não tenho nada, não sou nada.
Queria sentir o fogo que eu sei que esta dentro de mim, fritando meu fígado.
Queria poder derramar as lágrimas que estão acumuladas afogando meu cérebro.

Mas eu não posso, porque eu não consigo sentir nada.



Quando eu acordei pela manhã, puxei bem forte os meus
cabelos em um ato de desespero, mas mesmo assim não saiu. As minhas lágrimas
estão cristalizadas e doem por dentro dos meus olhos. Machucam-me e eu não

sinto.


Socorro!

Alguma alma mesmo que penada
Me empreste suas penas
Já não sinto amor, nem dor
Já não sinto nada...

Socorro!

Alguém me dê um coração
Que esse já não bate nem apanha
Por favor!
Uma emoção pequena, qualquer coisa!
Qualquer coisa que se sinta...
Tem tantos sentimentos
Deve ter algum que sirva

(Socorro, Arnaldo Antunes/Alice Ruiz)

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Frida Kahlo

Frida Kahlo
O Abraço Amoroso entre o Universo, a Terra (México), Eu, o Diego e o Señor Xólotl

LagartasBorboletas

subsolo

metamorfose

Minha foto
Cidade da Luz, Ceara, Brazil
Pela brecha, eu vejo as cores vivas que circulam em linha reta pelo mundo a fora. Sinto que não sou de lá. Mas, mesmo assim, eu me comprimo e saio. Vou através da brecha, me ornamentando de cores e brilhos para não ser vista. Não quero ser vista! Mas, mesmo assim, simulo, me dilato e vou até lá.